Antro Particular

07 dezembro 2005

VANDALISMO NO AEROPORTO DE BUENOS AIRES

Postado na hospedagem anterior do blog na quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
22:48:04


ENTRE OS DIAS 25 E 28 DE NOVEMBRO, ESTIVE COM MINHA ESPOSA EM BUENOS AIRES PARA DESCANSAR E ASSISTIR ALGUMAS PEÇAS DE TEATRO, QUAIS AINDA COMENTAREI NO BLOG, AO MENOS DUAS DELAS. O QUE ACONTECEU DURANTE O RETORNO ESTÁ DESCRITO NA CARTA QUAL DISPONIBILIZO ABAIXO, ASSIM COMO A IMPRESSIONANTE RESPOSTA DO NOSSO MINISTÉRIO DO TURISMO! NÃO HÁ MUITO A ACRESCENTAR. FICAM A CARTA, A RESPOSTA OFICIAL E O SILÊNCIO ACOSTUMADO POR UMA CIDADANIA ESQUECIDA OU INEXISTENTE. ALÉM, AS CONCLUSÕES DE CADA UM.

BEIJOS

RUY FILHO



A CARTA

Caros Srs.

Estou escrevendo para relatar um desagradável fato ocorrido ontem em meu retorno de Buenos Aires. A mala despachada no aeroporto argentino teve seu lacre arrombado e diversos itens foram furtados de seu interior, como assessórios eletrônicos (baterias de câmera fotográfica e de vídeo) e roupas diversas minhas e de minha esposa, além de outros itens pessoais. Pertences de outras bagagens também estavam em nossa mala, demonstrando claramente o grau de vandalismo qual os passageiros do vôo 7453, pela Gol Linhas Aéreas, sofreram. A abrangência de passageiros atingidos pode ser verificada nos boletins de reclamação da companhia aérea, uma vez que metade dos brasileiros desembarcados em Congonhas notou suas malas destruídas e pertences roubados. Um exemplo claro é o caso de uma senhora que encontrara no interior de sua bagagem duas garrafas de pinga quebradas, as quais não eram de sua propriedade.

Segundo a Gol e também funcionários de outras companhias presentes quando constatei o roubo, isso é um acontecimento NORMAL no aeroporto de Buenos Aires. Conforme a legislação brasileira, cabe a companhia aérea responsável o ressarcimento da perda através do pagamento de U$ 20,00 / kg faltante na bagagem. No meu caso, três quilos, portanto U$ 60,00. Quantia na verdade absolutamente irrelevante para os bens roubados.

Sem falar no desgaste emocional em se descobrir roubado; na humilhação em abrir as malas em meio ao desembarque e verificar os pertences espalhando-os no chão do aeroporto publicamente; o tempo perdido de três horas para chegar à solução de preenchimento de um formulário de reclamação sem garantia alguma de ressarcimento, como se a responsabilidade das bagagens não fosse da companhia aérea. A Gol declarou existir um funcionário de sua confiança no aeroporto de Buenos Aires para o acompanhamento das bagagens, e que portanto só podem ter sido funcionários argentinos. A questão é que se há esse funcionário da empresa, então como os funcionários argentinos conseguiram mexer em tantas malas sem serem vistos?

Infelizmente não resta outra atitude a fazer a não ser criar uma campanha pública para que não se viaje até Buenos Aires enquanto não forem tomadas medidas para que o vandalismo não seja descrito como prática comum. Muitos são os que viajam para a cidade como turistas, e muitos como empresários. Não é possível que ambos os governos, brasileiro e argentino, ignorem a prática, já que os funcionários afirmam que a mesma existe há muito tempo. Um funcionário presente afirmou ainda que quando sua companhia tentara refutar a prática, houvera ameaças contra a empresa de a retirem do aeroporto argentino. Enfim, se as companhias não possuem como lutarem contra, que ao menos forneçam aos seus consumidores formas de ressarcimentos e proteções.

Este comunicado está sendo encaminhado para a imprensa, Governo Federal, Itamaraty, Embraer, Governo da Argentina, Consulados Brasil-Argentina, Argentina-Brasil, Embaixadas, além de sindicatos de turismo de todo o país, associações de intercâmbio entre Brasil-Argentina, órgãos de integração do Mercosul, OAB...

Não é possível que mais uma vez nós tenhamos que conviver com os problemas sozinhos.

________________

A RESPOSTA

Prezado Sr. Ruy Filho,

Com muito constrangimento lemos o seu desagradável relato de violação de bagagem em vôo proveniente de Buenos Aires. Realmente é incompreensível e inaceitável atitudes desse tipo por parte de funcionários argentinos no aeroporto daquele país demonstrando assim o que sempre sentiram em relação aos brasileiros: verdadeira dor de cotovelos. É ressentimento centenário de alguns argentinos em relação aos brasileiros. Mas é preciso que haja fiscalização e cumprimento da lei. Não se podem permitir tamanhos desmandos.

Achamos que V.Sa. agiu corretamente enviando essa denúncia a vários órgãos do governo brasileiro e argentino. O caminha é mesmo reclamar junto ao Procon de São Paulo e exigir a indenização justa pelos danos sofridos.

Cordiais Saudações
Ouvidoria do Ministério do Turismo

4 Comments:

  • Tô besta de ver o total despreparo e ignorância do funcionário que assina em nome do Ministério de Turismo. Parece até que ele está narrando uma partida de futebol! Assim vai bem.

    By Anonymous Juliana Petrilli, at 12:18 AM  

  • Caro Ruy,

    O que vc esperava de um funcionário do Governo q vemos estrebuchando 'a vista da nação ?
    A resposta obtida, condiz com a tsunami de ignorância e completa indigência intelectual com os quais temos que conviver e diplomaticamente reafirma os amigáveis elos que nosso país pretende manter com nossos vizinhos portenhos; na próxima viagem , tente a Venezuela (ou Cuba).....

    Bola praá frente "companheiro!!!"

    By Anonymous Claudio Petrilli, at 12:29 AM  

  • Tivesse o grande ouvidor recebido s/ correspondência e deletado em seguida, ficaria bem melhor do que escrever esse monte de asneiras. Veja como estamos bem assessorados e representados pelos n/ governantes. Imagine a imagem do Brasil que estes n/ servidores passam lá fora. Ministério do Turismo!!!...e o resto?

    By Anonymous Eduardo Cividanes, at 8:21 PM  

  • Olá, gostaria de entrar em contato com vc. Pois tb tive minhas malas violadas no retorno da Argentina.

    By Anonymous Anônimo, at 9:27 PM  

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